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Centrífuga de bancada vs. centrífuga de piso

Centrífugas de bancada e de piso se sobrepõem mais do que seus nomes sugerem. Alguns sistemas de bancada comportam grandes lotes de rotina, enquanto modelos compactos de piso podem compartilhar rotores e faixas de desempenho com uma configuração de bancada relacionada. A decisão útil não é entre “pequena ou potente”, mas qual sistema completo formado por centrífuga, rotor e recipiente consegue executar o protocolo exigido com segurança e repetibilidade no laboratório disponível.

Defina o protocolo antes de escolher o formato de instalação:

  1. Tipo, dimensões, fechamento e volume de trabalho do recipiente
  2. Número de recipientes por lote e lotes por dia
  3. Força centrífuga relativa (RCF), tempo e temperatura exigidos
  4. Rotor de ângulo fixo, de caçambas oscilantes ou outra geometria
  5. Adaptadores, tampas, recursos de contenção e método de limpeza necessários

O desempenho é determinado pela combinação de centrífuga e rotor. A RPM isolada não pode ser transferida entre rotores, pois a RCF também depende do raio. O material de seleção de centrífugas de bancada da Thermo Fisher apresenta explicitamente o desempenho como resultado da combinação entre instrumento e rotor. Modelos de centrífugas de bancada da Thermo Fisher Scientific 🔗

FatorCentrífuga de bancadaCentrífuga de piso
Função típicaDe microvolumes a trabalhos de uso geral e alguns de alto desempenho próximos à rotina de bancada.Processamento de maior capacidade, supervelocidade, ultracentrifugação ou aplicações especializadas que justificam uma instalação dedicada.
EspaçoOcupa área de bancada e exige espaço livre para tampa, ventilação e serviço. A bancada deve suportar a massa configurada e o ambiente operacional.Ocupa área de piso dedicada e pode melhorar a altura de carregamento, mas exige rota de entrega, verificação da carga sobre o piso, espaços livres e acesso para serviço.
CapacidadePode abranger desde microtubos até configurações de uso geral com vários litros; “de bancada” não indica uma única classe de capacidade.Em geral oferece lotes maiores ou opções de rotor de maior desempenho, mas é o rotor efetivo que determina o volume e a força utilizáveis.
ErgonomiaÉ conveniente quando a altura de carregamento e a massa do rotor são adequadas à bancada. Um instrumento alto ou rotor pesado pode dificultar a elevação.Pode deixar a câmara mais baixa do que uma bancada alta, mas o manuseio de rotor e caçambas ainda exige uma trajetória de elevação avaliada e um plano de armazenamento.
UtilidadesHá opções ventiladas e refrigeradas. Confirme calor, ruído, alimentação elétrica e espaço livre.Pode exigir circuito elétrico dedicado, planejamento adicional de calor ou ventilação e instalação mais complexa.
MobilidadeEm geral, só deve ser movida conforme um processo aprovado de realocação e recomissionamento; “de bancada” não significa portátil durante o uso.Alguns modelos têm rodízios para posicionamento, mas a operação continua exigindo a instalação estável especificada.

O guia de compra atual da Thermo Fisher descreve unidades de bancada como uma forma de preservar espaço no piso, embora muitas vezes com capacidade mais limitada, e unidades de piso como equipamentos que geralmente oferecem maior capacidade, mas exigem espaço dedicado e condições de instalação. São tendências, não definições; compare os modelos configurados exatos. Guia de compra de centrífugas da Thermo Fisher Scientific 🔗

A capacidade de processamento vai além da capacidade máxima

Seção intitulada “A capacidade de processamento vai além da capacidade máxima”

Calcule a capacidade de processamento a partir dos recipientes realmente usados pelo método. Inclua:

  • posições utilizáveis no rotor e nos adaptadores selecionados;
  • tempo de corrida, aceleração, desaceleração, carregamento, descarregamento e limpeza;
  • recuperação de temperatura entre corridas;
  • troca e inspeção de rotores;
  • se vários lotes pequenos são operacionalmente preferíveis a um lote grande;
  • gargalos posteriores no manuseio ou na análise das amostras.

Um rotor maior pode reduzir o número de corridas, mas aumentar o tempo de carregamento, o risco de desequilíbrio, o esforço de elevação e o impacto de um lote atrasado. Em alguns casos, uma unidade local menor de bancada pode reduzir o transporte e a espera das amostras mesmo com menor capacidade nominal.

Meça mais do que a área ocupada. Registre as dimensões do instrumento com a tampa aberta, a massa total configurada, os espaços livres para ventilação e serviço, a carga sobre a bancada ou o piso, a altura da câmara e do carregamento, a massa do rotor, o manuseio das caçambas, a geração de calor, o ruído, a alimentação elétrica, o tipo de plugue e a rota de entrega. O local previsto também deve permitir a limpeza e uma resposta segura a derramamentos ou vibrações incomuns.

Algumas famílias de produtos são oferecidas em configurações relacionadas de bancada e de piso. A Thermo Fisher, por exemplo, publica modelos de uso geral nas duas variantes, o que demonstra por que o formato de instalação deve ser separado da capacidade e do desempenho do rotor. Centrífugas General Purpose X Pro da Thermo Fisher Scientific 🔗

Segurança e contenção não dependem da área ocupada

Seção intitulada “Segurança e contenção não dependem da área ocupada”

Nenhum dos dois formatos é inerentemente mais seguro para uma amostra perigosa. A avaliação de risco do laboratório deve identificar questões relacionadas a aerossóis, material infeccioso, produtos químicos, desequilíbrio, falha de tubos e descontaminação. Confirme o recipiente, o fechamento, o rotor ou a caçamba, a tampa e a alegação de contenção pretendidos como uma única configuração aprovada.

Use apenas componentes compatíveis, equilibre as cargas conforme as instruções, inspecione o sistema do rotor segundo o manual aplicável e interrompa a operação de acordo com o procedimento do laboratório se ocorrer vibração ou ruído incomum. Uma comparação geral não pode definir limites operacionais nem intervalos de substituição para um rotor específico.

  • É possível documentar a cadeia recipiente–adaptador–rotor exigida por cada protocolo?
  • A configuração completa fornece a RCF, a capacidade e o controle de temperatura necessários?
  • A equipe consegue carregar, erguer, limpar e inspecionar com segurança o rotor e as caçambas?
  • O local atende aos requisitos de massa, espaço livre, alimentação elétrica, ventilação, calor, ruído e serviço?
  • Um sistema compartilhado maior ou vários sistemas locais oferecem mais resiliência para o padrão real de lotes?
  • Foram planejados treinamento, registros, manutenção, descontaminação e serviço local?

Depois de responder a essas perguntas, consulte o mapa de famílias de produtos de centrífugas. Ele situa famílias representativas de bancada, de piso e de ultracentrífugas no contexto de seus rotores e recipientes.